Estilo de vida
Reduzir sódio, atividade física, alimentação adequada, controle de peso e consumo de álcool, cessação do tabagismo e revisão de substâncias que elevam a PA.
Ferramentas · Apoio à decisão médica
Conecte as medidas, reconheça o fenótipo e avalie o próximo passo do tratamento.
Metas operacionais para adultos não gestantes. Condições clínicas, fragilidade, diálise e sintomas podem exigir alvo e tratamento individualizados; a ferramenta identifica esses desvios no resultado.
Leitura clínica
Preencha os dados disponíveis e selecione “Avaliar” para ver controle por ambiente, fenótipos e opções de tratamento.
Após qualquer alteração, avalie novamente para atualizar os resultados.
Fundamento da estratégia
Reduzir sódio, atividade física, alimentação adequada, controle de peso e consumo de álcool, cessação do tabagismo e revisão de substâncias que elevam a PA.
IECA ou BRA + BCC di-hidropiridínico + diurético tiazídico/similar. Associação dupla, depois tripla e otimização conforme resposta e tolerância.
Antagonista mineralocorticoide esteroidal, após rever adesão, medidas fora do consultório, função renal, potássio e causas secundárias.
Betabloqueador entra desde o início quando há necessidade de controle da frequência na FA. Sem indicação específica, betabloqueadores e as demais classes seguem etapas posteriores.
Diálise: Rodrigues CIS, et al. I Diretriz Brasileira de hipertensão arterial na diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Braz J Nephrol. 2025;47(1):e20240033. Diretriz completa. A recomendação de ARM foi contextualizada com os ensaios posteriores ACHIEVE (2025) e ALCHEMIST (2025), sem benefício cardiovascular demonstrado para uso rotineiro.
A DBHA 2025 orienta diagnóstico, fenótipos, sequência de classes e os fluxos para diabetes, doença renal, doença coronariana, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, gestação e idosos. Na ICFEr, a ferramenta separa as classes com efeito anti-hipertensivo que modificam o prognóstico do inibidor de SGLT2, que entra por benefício cardiovascular e não como anti-hipertensivo. Na ICFEp, prioriza inibidor de SGLT2, diurético somente se houver congestão e avaliação individual das demais classes. Na doença renal do diabetes tipo 2, destaca proteção cardiorrenal além da PA.
Metas deste serviço: consultório, MAPA de vigília, MAPA 24 h e MRPA de vigília <130/80; sono <120/70. A DBHA recomenda <135/85 para MAPA de vigília e não estabelece meta específica para MRPA no sono. Portanto, essas duas escolhas são identificadas como personalização, sem atribuir à diretriz uma recomendação que ela não faz.
As doses máximas diferem entre medicamentos de uma mesma classe. A ferramenta não calcula equivalência, efeito em mmHg ou prescrição. Registro por classes não detecta todas as interações e contraindicações. Frações e progressão são opções para avaliação médica; não justificam escalada automática nem ajuste pelo paciente.
Antes de intensificar: verificar PA fora do consultório, sintomas, ortostatismo, adesão, resposta e tolerância. Não suspender tratamento por uma média baixa isolada. PA elevada no sono não indica tomada noturna de rotina. Gestação, amamentação, fragilidade e diálise permanecem em fluxos próprios. Na insuficiência cardíaca e na doença renal do diabetes, as classes prognósticas não substituem avaliação de volume, função renal, potássio e elegibilidade específica.